Várzea da Roça - Situação da Barragem do Jacuípe é preocupante: Menos de 2% de sua capacidade

Postado em:09/12/2015

Neste domingo, 6 de dezembro de 2015, a nossa reportagem visitou mai uma vez as imediações da Barragem de São José do Jacuípe. Dentre os locais estão, a conhecida banca e a bomba que manda água para a cidade de Várzea da Roça.

Ao caminhar pelas margens da barragem podemos perceber que o nível d’água caiu bastante, onde segundo funcionários da mesma a barragem se encontra com menos de 2% de sua capacidade. O que antes estava submerso pelas águas da barragem, hoje se encontra totalmente descoberto, mostrando que a escassez das chuvas está causando sérias consequências em nossa região.

Na região onde se encontra a bomba que é responsável pelo abastecimento de Várzea da Roça, foi possível perceber o quanto a água baixou. A bomba d’água que é responsável por levar água da barragem até a estação de tratamento da EMBASA (Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A.) na cidade de Várzea da Roça é mudada constantemente de local, divido a mesma está secando rapidamente.

A população de Várzea da Roça que utiliza a água da referida barragem esta sofrendo com a má qualidade da água, principalmente na hora de tomar banho, mais salobra o liquido irrita a pele além de mais gastos com sabonetes.

Um pedido de transposição do Rio São Francisco para a Bacia do Jacuípe foi encaminhado à presidente Dilma Rousseff, mas levará muito tempo e a situação já e de emergência.

Obra "Emergencial"
Uma adutora de 14 quilômetros será construída para levar água bruta do reservatório volante (entre Capim Grosso e São José) até a estação de tratamento de Jaboticaba, garantindo assim o abastecimento em Quixabeira e áreas rurais de Jacobina a exemplo de Junco e Paraíso.

Será feita também uma ligação entre essa adutora e a rede que abastece Várzea do Poço e Mairi, mantendo assim o serviço para a população desses dois municípios. Já para Várzea da Roça, nada de concreto está previsto.

Inaugurada em meados dos anos 80, chegou ao seu auge em 1992 quando seu sangradouro foi utilizado pela única vez, nesta época não existia a Barragem do França e outras tantas que retém a água do Rio Jacuípe, dificultado ainda mais o acumulo de água na nossa Barragem.

Além da falta de chuvas, outro fator preocupante é a não existência de políticas publicas de reflorestamento ao entorno do leito do Rio Jacuípe, causando assoreamento e deixando o nível rio raso, criando assim os volumes mortos em alguns pontos. Com isso deixa transparecer a despreocupação de muitos em relação a este problema que nós estamos enfrentando. Mas infelizmente o que acontece em nossa região é um desinteresse em querer preservar as nossas matas, florestas e fauna, e isto não acontece apenas com os meios governamentais, a própria população não tem a cultura de querer preservar aquilo que tem de mais rico, que é o nosso bioma, a Caatinga.

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Autor: Val Bahia

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